O jogo é alucinamente e lembra matrix.
Distribuidora: Eletronic Arts (EA)
Modos de jogo: 1 Player
Console (testado): PS3 (existente Xbox, PC e PS3)
Tema: Ação\Violência\Opressão governamental
Animação: CG 3D e cartoon

Personagem Faith de Mirror Edge
Joguei o jogo e dou nota 10.0. A inovação do jogo é a seguinte, você vê tudo em primeira pessoa, a idéia não é nova, pular de prédios é um movimento padrão de qualquer jogo de adventure ou ação. Mas como colocaram dá um ar novo.
Faith – a corredora.
Por 30 minutos soube que o jogo tinha uma atmosfera legal de adrenalina, vi um trailer há dois anos, e vi a interessante maneira de encarar uma corrida. Sempre gostei de jogos em primeira pessoa, dá um ar mais realista e mais detalhista, jogo no Hitman sempre em primeira pessoa para pegar a idéia, e geralmente é a melhor maneira, não que uma terceira pessoa não seja legal, mas é imersivo.
O que é o jogo? Corrida? Não só, mas é um jogo de ação que você deve entreguer (fazer serviços) pra clientes num mundo sob uma opressão governamental. E o barato é que você corre freneticamente, pula, sobe, escala de pessoas querendo te pegar (literalmente matar). Lembrei daquela corrida com Trinity em Matrix.
O jogo agrada visualmente, sonoramente e a jogabilidade é muita boa.
Caminho intuitivo ou não.
Dependendo do jogo, dar-se entender para onde ir. Mas quando o jogo é aberto desta forma não é muito lá orientado. Não ha minima diferença saber onde é que você vai ter que ir, com a adrenalina pulando você acaba descobrindo. Até por intuição.
Se assim fosse o jogo não teria aquela ação que vemos até em filmes, mesmo sabendo que o roteiro é capaz de nos tirar de situações extremas, como é que vamos induzir a solução de um problema de sem saída?
Existem muitas soluções.
Único caminho, porém diversas formas.

CGI em cartoon
(As cenas de vídeo acontecem no modo cartoon)
É sábido que no Mirror Edge você só tem uma forma de terminar a fase, indo apra o ponto de extração. Mas para chegar lá você pode usar várias formas. Existem momentos que você pode pular do terraço para outro prédio e atalhar caminhos, ou mesmo ficar nas quinas, ir por baixo ou por cima. Vai depender da habilidade ou mesmo necessidade.
Por exemplo, nunca havia jogado o jogo, e em 10 minutos já tinha habilidade de correr em equilibrio de canos com alturas suspensas, e pular do mesmo para prédios numa correria que em qualquer outro jogo mesmo com muitas horas de jogatina seria capaz de cair.
Somente perdi as vezes em duas situações: Nos treinos que ainda estava aprendendo a pular e foi alvejado pelos seguranças de um prédio quando não sabia para onde ir.
Pelo contrário, o jogo não chega a ser frustante. Não é aquele que falamos – “Droga estava quase perto” – é tanta ação que não vale a pena falar. Mas quando é um jogo que requer muita estratégia e você erra, o quanto economizou e tática leva a crer que nada deu certo.
Como por exemplo aqueles jogos que não tem checkpoint (neste jogo tem) em toda a fase, e você perde no ultimo ou numa parte já é pacas de passar. Tem jogos mesmo com atual geração que mantém aquele sistema de morte direta do Donkey Kong (acho que 1983).
Modos de jogo.
Temos o modo solo – e o corrida tipo time trial.
Não existe save – você para num ponto e salva. É um checkpoint interfase e um save geral após o término. Perceba que quando termina, aparece um circulo em movimento no canto inferior esquerdo. Quanto ao checkpoint não percebi por estar mais atento ao que se passava.
Só percebi dois modos de dificuldade – fácil e normal.
Existem dois modos de ação: Correr e pular, agachar e arrombar portas (algumas – e pode ser percebe-las aquelas que não tem tranca magnética) somente maçanetas. E interação com X para apertar botões de elevadores (dica: olhe exatamente para o botão) porque numa corrida que tem um monte de gente querendo te pegar, não adianta olhar para cima do botão, que não vai adiantar.
Movimente a visão para localizar o próximo passo. Não é automático. Por exemplo se você estiver pendurada (porque é Faith, personagem feminino) numa quina, e quiser pular numa exatamente superior á você, não adianta apertar o botão de pulo, você tem que analisar onde ela está com a visão (não é para dar idéia não, é obrigatório mesmo para pular) e dali ir.
Desarmar inimigos distraídos com triângulo (Triangle), usar o quadrado (Square) para movimento em tempo de bala (Bullet Time), dica somente aparte o triângulo para inimigos que lhe vão dar uma coronhada, quando a arma estiver quase lhe acertando. Não adianta tentar pegar muito antes, que você vai errar e levar na cuca ou na fuça (face), ou tenta golpes inferiores (bater embaixo) ou desarmar o infeliz. As armas são boas, no entanto não tive necessidade de usar nas duas fases que joguei, até porque, se você correr paca, não vai ter necessidade de usar a arma – joguei no fácil. Não sei se no normal teria necessidade, porque na fase do helicoptero (que vem tanto por terra ou por ar) que foi alvejado por algumas quilomêtros e não morri, e não sei seria possível ou adiantar algo atirar no piloto.
Comentário.
Gráficos - A alternância entre modos assim lembra filmes como Revólver, Kill Bill que usam cenas de cartoon exatamente para demonstrar situações de caricaturas e mesmo não cábiveis no humor de cenas de videos 3D ou mesmo de cenas reais. O que importa na ocasião não é o gráfico, e sim a mensagem. No entanto também acho que o cartoon tenha sido utilizado por atrair quadrinhistas – não sei se Mirror Edge pode ter saído de uma história em quadrinhos também.
Trilha - Compátivel com o gênero. Se for pouco, desligue o som e coloque músicas do Matrix, ou do senhor dos aneis tipo Kazhadum. No entanto não é por menor a música.
Jogabilidade – Depois de 5 minutos jogando não verá nem foco de frustação. Quem tiver já um repúdio a jogos de primeira pessoa, só teste, mas é bem capaz de não gostar e acabar ficar frustado por não poder olhar em 180 graus além do personagem. Não é dificil, não existe combos para combinações básicas.
Cenários - Acho que ganham 10.0. Sem dúvida, achar é quando vemos em fotos. Mas quando vê no jogo, é certeza. Os cenários de qualquer jogo devem ter um elemento essencial, seriam interessantes. As vezes em jogos quando o cenário é muito, muito limitado torna-se ou fácil ou extremamente dificil. Mas não que o cenário aqui seja imensamente aberto, mas as possibilidades se resumem em muitas de como começar uma fuga ou terminar uma perseguição.
Nota.
No decorrer de análises realizadas incorporei ao novo sistema dados como distribuidora, modo de jogo, consoles e temas, em breve de acordo com C.I (Classificação indicativa) oficial coloco também o parecer da própria ao jogo e o meu parecer (aliás duas decisões dão um a avaliação melhor que uma) e também que o parecer de jogadores geralmente acertariam melhor do que um superficial.
Há um tempo que vejo isso acontecer em filmes, e proibição de jogos como Bully (quem jogou, sabe que você escolhe aderir ao Bully ou defender quem leva) mais proibiram sua venda, no entanto o GTA que é literamente bandidagem não.
O mesmo acontece para filmes, há um certo tempo, vi que o labirinto do fauno foi tido como “Melhor para toda família”. Certo o filme não tem nada haver com fantasia, e sim violência gratuita da era facista. Ou seja torturas ou coisas do tipo – o filme nem tem pé e nem cabeça em relação ao próprio título. Agora tem avaliação para acima de 16 anos ou 18.
Como em nota importante, existem muitas boas avaliações. Mas quem é perito em avaliar geralmente poderá ter uma outra avaliação sobre a classificação. Por exemplo cinefélio para uma pessoa que não é tão cinefélio assim (no entanto não significa que tenha bom julgamento) significa que é uma informação a mais sobre outra perspectiva.
Muitos idolatram o filme “Laranja mecânica” como arte, o filme é pura violência. Sendo uma opnião completamente contrária a muitos. Então depende do ponto de vista, quando for colocar a classificação Indicativa de minha parte coloco a explicação.
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